Copa do Mundo 2026: Brasil Já Garantiu R$ 57 Milhões — Veja Quanto Vale Cada Fase (e Quem Fica com o Dinheiro)
Curiosidades01 de julho de 2026

Copa do Mundo 2026: Brasil Já Garantiu R$ 57 Milhões — Veja Quanto Vale Cada Fase (e Quem Fica com o Dinheiro)

Com a classificação para o mata-mata da Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira já assegurou cerca de R$ 57 milhões em premiação da Fifa — e esse valor pode chegar a mais de R$ 250 milhões se o Brasil for campeão. Mas o dinheiro não vai direto para os jogadores: passa pela CBF antes de ser dividido. O artigo destrincha a tabela de premiação por fase, explica como a bolsa é repartida entre atletas e comissão técnica, e ainda mostra que a Fifa vai destinar centenas de milhões de dólares a clubes que cederam jogadores ao torneio — um fluxo de dinheiro que a maioria dos torcedores nunca ouviu falar.

Copa do Mundo 2026: Brasil Já Garantiu R$ 57 Milhões — Veja Quanto Vale Cada Fase (e Quem Fica com o Dinheiro) A classificação da Seleção Brasileira para a fase de mata-mata da Copa do Mundo de 2026 trouxe alívio para o torcedor — e também um retorno financeiro nada desprezível. Com a vaga garantida entre as 32 melhores seleções do torneio, o Brasil já assegurou **US$ 11 milhões**, o equivalente a cerca de **R$ 57 milhões**, só pela fase de grupos e pela classificação ao mata-mata. E esse número ainda pode crescer bastante. A Fifa vai distribuir um total recorde de **US$ 727 milhões** (aproximadamente **R$ 3,99 bilhões**) entre as 48 seleções participantes desta edição — um salto de 50% em relação à Copa do Catar, em 2022. É a maior premiação da história do torneio, e entender como esse dinheiro é dividido ajuda a enxergar a Copa do Mundo por um ângulo bem diferente do gol e da bandeira. ## A tabela: quanto vale cada fase A premiação da Fifa cresce conforme a seleção avança no torneio — e a diferença entre uma fase e outra é gigante: - **Campeão:** US$ 50 milhões (≈ R$ 251,5 milhões) - **Vice-campeão:** US$ 33 milhões (≈ R$ 166 milhões) - **3º lugar:** US$ 29 milhões (≈ R$ 145,9 milhões) - **4º lugar:** US$ 27 milhões (≈ R$ 135,8 milhões) - **5º ao 8º lugar:** US$ 19 milhões (≈ R$ 95,6 milhões) - **17º ao 32º lugar (eliminados nos 16 avos):** US$ 11 milhões (≈ R$ 55,3 milhões) - **33º ao 48º lugar (eliminados na fase de grupos):** US$ 9 milhões (≈ R$ 45,3 milhões) Repare na diferença entre ser campeão e vice: **US$ 17 milhões**, ou cerca de **R$ 85 milhões** — só pelo resultado de uma única partida, a final. Poucos investimentos no mundo têm um "prêmio de risco" tão alto concentrado em 90 minutos de jogo. Além da premiação por desempenho, cada seleção classificada para a Copa recebe **US$ 1,5 milhão** (cerca de R$ 8,25 milhões) só para ajudar nos custos de preparação — o que garante a qualquer seleção participante um mínimo de **US$ 10,5 milhões** (≈ R$ 57,75 milhões), mesmo que seja eliminada na primeira fase. ## Para onde vai o dinheiro depois que a Fifa paga Aqui está o detalhe que a maioria dos torcedores não sabe: **o dinheiro da premiação não cai direto na conta dos jogadores**. A Fifa paga o valor à confederação nacional — no caso do Brasil, a CBF — conforme o desempenho da seleção no torneio. Só depois a confederação decide como repartir essa quantia. Segundo informações do mercado, CBF e jogadores da Seleção Brasileira já definiram os percentuais desta edição: **70% da fatia destinada à delegação fica com os atletas**, enquanto os outros **30% são divididos entre comissão técnica e demais integrantes do staff**. Ou seja, se o Brasil for campeão, a CBF recebe os US$ 50 milhões da Fifa — mas quanto cada jogador individualmente embolsa depende de como a entidade decidir repassar o valor à delegação. ## O outro beneficiário que ninguém lembra: os clubes Existe ainda uma fatia da premiação que a maioria dos torcedores desconhece completamente: a Fifa reservou **US$ 355 milhões** para os **clubes** que cederam jogadores à Copa do Mundo de 2026, dentro do chamado **Club Benefits Programme** — um programa criado para compensar financeiramente as equipes que "emprestam" seus atletas para as seleções, período em que ficam sem contar com esses jogadores nos seus próprios campeonatos. Uma novidade desta edição: pela primeira vez, o programa também vai contemplar clubes que cederam jogadores para jogos das Eliminatórias — mesmo quando esses atletas não chegaram a disputar a fase final do Mundial. Isso significa que times brasileiros que revelaram ou formaram jogadores hoje atuando na Europa também entram nessa conta, recebendo uma compensação da Fifa mesmo sem ter jogador em campo na Copa. ## Por que esses números importam além da Copa Colocando em perspectiva: os **US$ 50 milhões** do título da Copa do Mundo equivalem a mais da metade da receita anual de muitos clubes brasileiros de médio porte — um único torneio de poucas semanas movimentando o equivalente a uma temporada inteira de futebol de clube. E a expansão desses valores não é acidental: a Fifa projeta arrecadar **US$ 13 bilhões** no ciclo 2023-2026, impulsionada justamente pelo novo formato com 48 seleções, mais jogos disputados e maior volume de receita comercial e de transmissão. Isso ajuda a explicar por que cada fase que o Brasil avança não é só motivo de festa nas ruas — é também um evento financeiro que movimenta dezenas de milhões de reais entre CBF, jogadores, comissão técnica e até clubes que nem estão jogando a Copa. **A próxima fase do mata-mata, portanto, não decide só quem segue sonhando com o hexa — decide também para que lado vão mais alguns milhões de reais.** --- *Fontes: Fifa (tabela oficial de premiação da Copa do Mundo 2026), CNN Brasil, apuração de veículos especializados em economia do esporte.

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