O "Bicho" da Seleção: Jogadores do Brasil Já Garantiram R$ 21 Milhões — Veja Quanto Cada Um Pode Ganhar em Caso de Hexa A vitória de virada sobre o Japão, que garantiu ao Brasil a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, teve um efeito colateral que pouca gente comenta: o elenco brasileiro já garantiu R$ 21 milhões para dividir entre os jogadores, segundo apuração do UOL Esporte. É o chamado "bicho" — a premiação paga pela CBF ao elenco por desempenho na competição — e esse valor só tende a crescer a cada fase que o Brasil avançar. O termo "bicho" é tradicional no futebol brasileiro e existe há décadas, mas o acordo fechado para esta Copa tem uma particularidade importante: os valores foram definidos antes mesmo de a delegação embarcar para os Estados Unidos — uma decisão que tem tudo a ver com uma lição aprendida em Copas passadas. Como funciona a divisão do dinheiro Diferente do que muita gente imagina, o "bicho" não é um valor fixo estabelecido pela CBF sozinha — ele é uma fatia do próprio dinheiro que a Fifa paga à confederação, conforme o desempenho da Seleção no torneio. Para esta edição, CBF e lideranças do elenco fecharam o modelo de divisão ainda no Brasil, antes da viagem: Do valor total que a CBF recebe da Fifa, uma fatia é destinada à delegação — cerca de 60% na fase de grupos, percentual que se ajusta conforme o Brasil avança no mata-mata Dessa fatia da delegação, 70% ficam com os jogadores Os outros 30% são divididos entre a comissão técnica e o restante do estafe Essa definição prévia não é burocracia por acaso: ela existe justamente para evitar que o "bicho" vire assunto de discussão em pleno torneio — um fantasma que já atrapalhou campanhas brasileiras no passado. A Copa de 1990 que mudou tudo A história por trás dessa cautela remonta à Copa de 1990, na Itália. Naquele ano, a CBF distribuiu valores diferentes entre os jogadores, mesmo sem o Brasil ter conquistado o título — a Seleção caiu diante da Argentina de Maradona ainda nas oitavas de final. A divisão desigual gerou um desgaste interno tão grande que o episódio ficou marcado na história do futebol brasileiro como um dos fatores que abalaram aquele grupo. A lição foi aprendida: para a Copa de 1994, os próprios jogadores exigiram da CBF um valor fixo e igual para todos em caso de título. Deu certo — o Brasil conquistou o tetracampeonato nos Estados Unidos. Desde então, a entidade adota valores previamente combinados, hoje ainda mais transparentes internamente para evitar qualquer desgaste durante a disputa. Quanto cada jogador pode faturar em caso de hexa O valor de referência definido para esta Copa é de US$ 1 milhão por jogador — cerca de R$ 5,2 milhões na cotação atual — caso o Brasil conquiste o hexacampeonato. Considerando os 26 convocados, o valor total distribuído ao elenco ultrapassaria R$ 135 milhões, só nessa fatia específica. Para efeito de comparação histórica, esse valor está muito acima do que a Seleção pagou em conquistas anteriores: 1994 (tetra): US$ 80 mil por jogador 2002 (penta): US$ 100 mil por jogador (cerca de R$ 750 mil em valores da época) 2026 (expectativa de hexa): US$ 1 milhão por jogador (≈ R$ 5,2 milhões) O crescimento reflete diretamente o salto da própria premiação da Fifa: o prêmio ao campeão saltou de US$ 42 milhões, pagos à Argentina em 2022, para US$ 50 milhões nesta edição — o maior cheque já entregue a uma seleção campeã do mundo. A tabela completa: quanto vale cada fase para o Brasil Assim como a premiação da Fifa cresce por fase, o "bicho" do elenco segue essa mesma lógica escalonada. Com o Brasil já garantido nas oitavas de final, os próximos degraus da tabela são: Eliminação nos 16 avos (já superada): US$ 11 milhões à CBF Eliminação nas oitavas: US$ 15 milhões à CBF Eliminação nas quartas: US$ 19 milhões à CBF 4º lugar: US$ 27 milhões à CBF 3º lugar: US$ 29 milhões à CBF Vice-campeão: US$ 33 milhões à CBF (≈ R$ 166 milhões) Campeão: US$ 50 milhões à CBF (≈ R$ 251 milhões) Cada um desses saltos representa também um aumento proporcional na fatia destinada ao elenco — ou seja, cada vitória do Brasil no mata-mata não é só um passo rumo ao hexa, é também um degrau a mais na escada financeira que termina, no melhor cenário, com R$ 5,2 milhões no bolso de cada jogador. Ancelotti também tem seu próprio "bicho" Vale lembrar que o técnico Carlo Ancelotti não depende dessa mesma fatia — ele tem uma bonificação própria prevista em contrato, estimada em € 5 milhões (cerca de R$ 30 a 45 milhões, dependendo da cotação considerada) caso conquiste o hexacampeonato com o Brasil, valor que se soma ao salário mensal de R$ 5 milhões que já recebe da CBF. Resumo da jogada: cada vitória do Brasil na Copa do Mundo não é só uma alegria para o torcedor — é também um evento financeiro que já rendeu R$ 21 milhões ao elenco, com um teto que pode ultrapassar R$ 135 milhões se a taça voltar para casa em 19 de julho. Fontes: UOL Esporte, Lance!, Folha Vitória, Bolavip, O Estado de S. Paulo, Blog Drible de Corpo.

O "Bicho" da Seleção: Jogadores do Brasil Já Garantiram R$ 21 Milhões — Veja Quanto Cada Um Pode Ganhar em Caso de Hexa
Com a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, o elenco da Seleção Brasileira já garantiu R$ 21 milhões para dividir entre si — o tradicional "bicho" pago pela CBF a cada fase superada. Se o Brasil for campeão, a expectativa é que cada um dos 26 convocados embolse cerca de R$ 5,2 milhões, somando mais de R$ 135 milhões só para o elenco. O artigo explica como funciona a divisão desse dinheiro entre jogadores e comissão técnica, mostra a tabela completa de premiação por fase e conta a história de por que a CBF decidiu fechar esses valores antes mesmo do início do torneio.
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